domingo, 6 de julho de 2008

O Mineirim do bilau grande




Um mineirim tava no Ridijanêro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, aquele carção samba canção. Sem cueca pur dibaxo.

Os cariocas zombando, contando piada de mineiro.


Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num-si-güentô: correu a toda v’locidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.

Quando saiu… o carção de ticido finim tava transparente e grudadimmm na pele.

Todo mundo na praia tava oiãno pro tamãe do pinguelo que o mineirim tinha.

… O bicho ia até pertim do juêi!

A turma nunca tinha visto coisa igual: as muié cum sorrisão, os hómi roxo-dinveja - só tinham olhos pro bicho.

O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:

- Que qui foi, uai?! Vão dizê qui quando ôceis pula n’água fria o pintim dôceis num incói tamém?»

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